Quaquá defende Freixo do Psol para o Governo

 A bola está com Marcelo Freixo (Psol). Tanto o PT quanto o PCdoB estão dispostos a abrir mão de suas candidaturas ao governo do estado caso o psolista decida disputar o Palácio Guanabara. "O momento requer que deixemos de lado as vaidades partidárias", diz o presidente do PT-RJ, Washington Quaquá. "O Freixo é o único na esquerda com densidade eleitoral e política para disputar com imensa chance de vitória", completa.

O movimento é encampado pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), que, assim como Freixo, candidatou-se à prefeitura em 2016: "A bandeira do Freixo é a Segurança. Presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa. É a hora de unir forças. Ele é a candidatura mais viável."

Destino

Se vai ser desse jeito, ainda não se sabe. Freixo planeja mesmo deixar a Alerj, mas mira a Câmara dos Deputados, em Brasília. Por ser o puxador de votos do Psol, sua candidatura é tida por correligionários como estratégica para que o partido turbine sua bancada de deputados federais.

Se não vencer o  governo, Freixo ficará sem mandato. Por conta disso, o plano original do Psol é lançar o vereador Tarcísio Motta, que só precisará defender seu mandato em 2020. O apoio declarado do PT e do PCdoB será capaz de encorajar Freixo?

Os pré-candidatos do PT e do PCdoB que, por Freixo, deixariam a corrida eleitoral são Celso Amorim, ex-ministro de Lula, e o comunista Leonardo Giordano.

Fator palanque

Já o PDT terá candidato próprio ao governo. Por conta da candidatura de Ciro Gomes (PDT-CE) à Presidência, o partido não prescinde de ter um nome para o Palácio Guanabara.

A deputada estadual Martha Rocha (PDT) é a mais cotada para a tarefa. Mas, mesmo bem nas pesquisas, ainda está ressabiada.

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