22/11/2019 17:24

VOTO DO PSOL NA ALERJ TRAZ CONSTRANGIMENTO A DIRIGENTE NACIONAL DO PARTIDO

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O voto em bloco da bancada do PSOL contra a revogação da prisão dos cinco deputados estaduais presos por ordem flagrantemente inconstitucional do TRF-2 trouxe inquietação no próprio partido. Dirigente histórico do PSOL, com assento no diretório nacional, José Luiz Fevereiro fez dura crítica aos parlamentares psolistas nas redes sociais. Após afirmar que a Alerj acertou ao decidir pelo relaxamento da prisão, José Luiz se disse constrangido: “Foi com muito constrangimento que vi a bancada do meu partido, o PSOL, votar contra a sua libertação. Inexplicável e inaceitável. Simples assim”.

O dirigente nacional do PSOL disse estar convencido de que os deputados acusados estão envolvidos. E acrescentou: “ Mas as minhas convicções assim como as do Dalagnol não têm qualquer valor jurídico.O que não dá é para que a prisão provisória seja estendida por meses e anos como forma de pressão psicológica ou busca de delação”.

O deputado Flavio Serafini encaminhou contra a aprovação do projeto de resolução. Inicialmente, ressaltou o caráter simbólico da votação, por estarem em jogo prerrogativas do parlamento. Em seguida, como se estivesse julgando o mérito das acusações e não a garantia constitucional da imunidade do Parlamento, afirmou que o partido votaria contra.

Leia a nota de José Luís Fevereiro

ALERJ ACERTA AO SOLTAR OS 5 DEPUTADOS

Por 39 a 25 a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro soltou 5 presos provisórios detidos há 11 meses, sem representarem risco para a sociedade e sem condenação sequer em primeira instancia. Acertou. Quem errou foi quem votou contra

5 deputados eleitos foram presos ano passado após a eleição acusados de corrupção. Da minha parte tenho convicção que as acusações procedem. Mas as minhas convicções assim como as do Dalagnol não têm qualquer valor jurídico.O que não dá é para que a prisão provisória seja estendida por meses e anos como forma de pressão psicológica ou busca de delação. A operação Lavajato usou e abusou desse nefasto recurso. Imaginei que isso já estivesse claro pelo menos nas hostes da esquerda.

Sem nenhuma condenação em instancia alguma os 5 continuam presos. Defender as prerrogativas do parlamento, defender a presunção da inocência, confrontar-se com o abuso das prisões provisórias me parece que deveriam ser posições pétreas da esquerda.

Foi com muito constrangimento que vi a bancada do meu partido, o PSOL, votar contra a sua libertação.

Inexplicável e inaceitável. Simples assim.

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