16/06/2019 05:50

BANCADA FEDERAL DO RIO ROMPE RELAÇÕES COM MINISTRO DA EDUCAÇÃO

imagem

É péssimo o clima entre os deputados federais do Rio e o Ministro da Educação, Abraham Weintraub. O vídeo em que o polêmico ministro responsabiliza a bancada federal do Rio pelo corte de R$ 11 milhões nas emendas com recursos destinados à recuperação do Museu Nacional trouxe indignação nos parlamentares . A temperatura subiu nos comentários no grupo de whattsapp da bancada. A insatisfação não ficou restrita aos deputados de oposição. Até mesmo integrantes do PSL, como Felício Laterça e Sargento Gurgel, fizeram duras críticas às palavras de Weintraub.
Pouco frequente em intervenções no grupo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não se conteve. Fez ácida contestação ao caricato vídeo em que o ministro aparece sob um guarda-chuva com a música "singin in the rain" ao fundo. Maia fora o principal articulador das emendas junto à bancada, após reuniões com a reitoria da UFRJ. Uma das mais indignadas, a deputada Clarissa Garotinho propôs que a bancada exigisse a retratação pública de Weintraub ou sua renúncia.
O deputado Alessandro Molon, líder da oposição, foi igualmente cáustico. E anunciou que vai solicitar a investigação sobre o uso de dinheiro público na produção do vídeo.
- O ministro da Educação está usando deboche e ironia para tentar mascarar seus ataques à educação e à cultura. É um comportamento inaceitável para um ministro de Estado, que deveria estar preocupado com a condução de uma política educacional séria e que promova o crescimento de nossos jovens e do país", assinalou. "Nós vamos apurar se houve dinheiro público gasto na formulação deste vídeo absurdo e, se for o caso, vamos cobrar que o ministro devolva pessoalmente o dinheiro público desperdiçado com esta piada de mau gosto".
Após uma espécie de catarse geral no grupo, o coordenador da bancada, deputado Hugo Leal, produziu nota para repelir publicamente às inverdades propaladas por Weintraub.
“Ao invés de buscar ações performáticas questionáveis e de gosto duvidoso para um membro do primeiro escalão, sugiro que ele ocupe de seu tempo para conhecer os fatos, os documentos e as decisões que envolvem o governo que ele serve”.E não há nem como alegar desconhecimento, pois o documento que comunica o contingenciamento de 29 de março foi enviado à Bancada pela Casa Civil, de onde originalmente o senhor ministro veio antes de estar no Ministério da Educação”, afirmou Hugo.

'