22/08/2019 00:02

NA CANDELÁRIA, 100 MIL PROTESTAM CONTRA CORTE DE RECURSOS NA EDUCAÇÃO

imagem

A pauta de manifestantes que compareceram ao ato em defesa da Educação , nesta quinta-feira, na Candelária, no Centro do Rio de Janeiro , não se restringe aos cortes feitos pelo governo na área. Cartazes contra a reforma da Previdência levados por trabalhadores de algumas categorias também são vistos no protesto. A Polícia Militar ainda não divulgou uma estimativa de público. Os organizadores falam em 100 mil pessoas.

Em todo o país, de acordo com Globoonline, protestos foram registrados em pelo menos 21 estados e no Distrito Federal. De acordo com o G1, até às 18h30 foram registrados atos em ao menos 104 cidades.As manifestações desta quinta foram majoritariamente convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para protestar contra o bloqueio de verbas promovido pelo Ministério da Educação (MEC) . Segundo a entidade estudantil, pelo menos 143 cidades confirmaram atos para esta quinta. No Rio, os manifestantes devem caminhar até a Praça da Cinelândia.

Manifestantes lotam a Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Estudantes, professores e profissionais da educação voltaram às ruas de todo o país nesta quinta-feira, 30 de maio, em manifestações em defesa da educação e contra a reforma da Previdência.Segundo informações do Centro de Operações Rio, a Avenida Presidente Vargas segue totalmente interditada, nos dois sentidos, na altura da Candelária. O desvio em direção à Candelária é feito pela Avenida Passos. Há bloqueios também na Avenida Presidente Antônio Carlos, altura da Avenida Almirante Barroso.


O cantor e compositor Luís Capucho esteve no ato para protestar contra problemas além da educação. para ele, há problemas nas aposentadorias do INSS.

— Isso começou no governo Temer, mas o presidente Bolsonaro segue essa política dizendo que a Previdência não tem dinheiro, mas não vê o estrago do ponto de vista social. — O governo argumenta a partir de um viés econômico para destruir a educação e também as conquistas sociais que tivemos — disse

Contrariando o esteriótipo de que somente estudantes de cursos de humanas participam das manifestações contra o bloqueio de verbas, a estudante de design de moda, Raytsa Prado, compareceu à manifestação com um cartaz fazendo menção a seu curso. Na concentração na Candelária ela carregava um cartaz escrito "Design de moda contra o Biloro", em referência ao presidente Jair Bolsonaro.

— É importante que todos estejam unidos pela educação, independentemente do curso. O drsign de moda é visto por muita gente como algo menor, mais fácil, que não pensamos. Vestuário também é Ciência — disse.

Representantes do Sindicato Nacional de Marinheiros de Máquinas da Marinha Mercante também comparecem ao ato para protestar contra a Reforma da Previdência.

— Além de estarmos engajados pela educação porque temos filhos, estamos aqui porque acreditamos que se nos unirmos podemos barrar a Reforma da Previdência, que quer fazer com que trabalhemos ainda mais — afirmou Roque Mascarenhas, membro do sindicato.

A chilena Mônica Fuentes, de 76 anos, mora no Brasil há cerca de 30 anos. Com amigos no país sul-americano, Mônica diz que a reforma da Previdência, com o sistema de capitalização, implantada no país, não deu certo. Ela decidiu protestar contra a reforma proposta pelo ministro da Economia,Paulo Guedes, que também prevê implementar o memso regime no Brasil.

— Eu tenho filho e neto no Brasil e estou vendo o que aconteceu no Chile. Os idosos estão ficando sem nada. Não recebem nem o necessário para a alimentação. No Chile, aplicaram esse sistema em que o governo não contribui em nada para a aposentadoria e o Brasil segue para a mesma direção. O Guedes faz parte dos “chicagos boys” e já propôs a capitalização. Por isso estou aqui para protestar contra essa reforma, não por mim, mas pelas gerações futuras.

'