19/08/2019 05:17

Abrahão nomeou amante para cargo de comisssão

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A investigação da Operação Furna da Onça, que prendeu dez deputados estaduais acusados de integrar um esquema de compra de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na última quinta-feira, aponta que o deputado estadual reeleito Marcos Abrahão (Avante) nomeou sua amante para um cargo de comissão na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), vinculada à Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia do Rio. O nome da amante não foi divulgado na petição do Ministério Público Federal (MPF).
“Quanto ao deputado estadual Marcos Abrahão, observa-se, pelos diálogos travados, em setembro do ano corrente, entre os integrantes de seu núcleo financeiro-operacional, que referido parlamentar tem rotineiramente se valido do mandato para receber propina de outros agentes públicos, como de Stella Romanos, atual presidente da Emater. Descobriu-se, ainda, a partir da interceptação telefônica, que Marcos Abrahão nomeou sua amante para exercer cargo em comissão na Faetec, como cordenadora de unidade”, diz a petição.
O parlamentar e outros nove deputados foram presos na quinta-feira, por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.
Em uma das escutas autorizadas pela Justiça na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, que prendeu dez deputados estaduais acusados de integrar um esquema de compra de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), uma pessoa, que seria a mulher do deputado Marcos Abrahão (Avante), refere-se a um encontro na "casa das primas" — uma gíria para prostíbulo, bordel. De acordo com a petição do Ministério Público Federal, o apelido seria uma referência à própria Alerj.

A conversa, interceptada na tarde de 11 de setembro deste ano, menos de um mês antes das eleições, é entre duas pessoas, identificadas como Eucimar e Dadá. Eucimar seria a mulher de Abrahão, Eucimar Mendonça Valente Abrahão. Dadá não teve a identificação divulgada na petição do MPF. Eucimar pergunta se dois homens ligados à campanha de Abrahão já saíram. Dadá responde que sim, e Eucimar pergunta: “Então eles foram onde tinham que ir, né?”. Dadá novamente diz que sim, e a mulher do deputado emenda: “Na casa das primas”. Dadá ri e confirma: “Isso aí. Lá no Rio”.

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