26/05/2019 02:39

Na Cinelândia, Freixo e Haddad se juntam contra reforma da previdência num teste para 2020

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A pauta conservadora nos costumes e regressiva nos direitos individuais do governo Bolsonaro está facilitando a ação conjunta das esquerdas num teste para prováveis alianças nas próximas eleições municipais. Ontem à noite, na Cinelândia, Fernando Haddad e Marcelo Freixo foram as estrelas de um ato contra a reforma da previdência e o corte de verbas para educação que juntou PT, PSOL, PSB, PCdoB e PDT. Discursaram também a presidente do PT nacional, Gleisi Hoffmann, o presidente regional, Washington Quaquá e deputados de vários partidos.

Fernando Haddad, candidato à presidência em 2018, convocou para a sociedade para a paralisação agendada para a próxima quarta-feira, dia 15. . "Na manifestação da próxima semana, vamos gritar bem alto: Bolsonaro, tira as patas da educação. Bolsonaro não sai do twitter, não toma uma única medida que traga esperança para o povo brasileira. É só aumento do diesel, corte da Previdência, da saúde e da educação. Enquanto ele não devolver cada centavo que ele tirou do MEC nós não vamos arredar o pé da rua", falou Haddad.

A presidente do Partido dos Trabalhadores e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) aposta que a defesa da educação vai provocar o estopim de uma grande mobilização nacional. "O governo Bolsonaro veio para destruir a democracia, os direitos e a soberania. Estamos vendo 13 milhões de desempregados e agora estão acabando com as universidades, escolas, inclusive no ensino básico que eles disseram que não iriam mexer", discursou Gleisi.
A líder da oposição na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB), reforçou a importância da batalha para impedir a reforma da previdência. "Não é uma batalha de apenas uma categoria, o que está em jogo é uma concepção de Estado. A nossa Previdência é um exemplo para o mundo, garante a proteção da grande maioria das mulheres e homens trabalhadores. Essa reforma é inaceitável e a conta desse processo recairá na costas dos trabalhadores pobres. Não existe combate ao privilégio", frisou.

Além da educação e da reforma da Previdência, críticas ao governador Wilson Witzel (PSC) permearam os discursos.

No Dia Nacional em Defesa da Educação, 15 de maio, acontecerão atos em todo o país. Até esta sexta-feira (10), já eram cerca de 80 manifestações e assembleias marcadas em universidades públicas de vários estados, organizadas por estudantes universitários, docentes, técnicos das universidades, IFs, secundaristas e professores da educação básica.

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