26/05/2019 01:54

Crivella quer recuperar o Rio com indenização da Lava Jato

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A prefeitura do Rio pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) metade dos R$ 2,5 bilhões do acordo firmado pela Petrobras com autoridades dos Estados Unidos. O objetivo é usar os recursos para mitigar os efeitos das chuvas que castigaram a cidade recentemente. O dinheiro é proveniente de uma multa decorrente de prejuízos que a Petrobras causou a acionistas fora do país, relacionados ao esquema de corrupção desbaratado pela Lava-Jato .

A prefeitura alega que o acordo "estabeleceu que a transferência dos recursos fosse feita para o Brasil, não para a União". Assim, podem ser distribuídos ao município. Destaca também que, em razão das fortes chuvas que atingiram a cidade há poucos dias, "a situação é urgente, conforme denota o recentíssimo decreto de calamidade pública". Assim, "os recursos serão prioritariamente utilizadas na mitigação dos estragos provocadas pelas chuvas".

Em documento anexo assinado pelo próprio prefeito Marcelo Crivella, um dos argumentos citados é o de que, segundo estimativas de mercado, os atos de corrupção revelados pela Operação Lava-Jato "deverão ser responsáveis por um impacto negativo de mais de três pontos percentuais do PIB brasileiro, com consequências diretas na arrecadação tributária".

Segundo Crivella, desde o início da operação, 500 mil postos de trabalho no setor privado foram extintos em todo o país, dos quais 100 mil somente na cidade, onde está sediada a Petrobras. Assim, o "Rio de Janeiro foi o município que sofreu, de maneira mais dramática, os efeitos da Lava-Jato".

Os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato chegaram a propor um fundo de direito privado para gerir parte dos valores, mas, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu o fundo e determinou o bloqueio do dinheiro.

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