26/05/2019 02:33

CABRAL QUER DELATAR KASSAB E POLÍTICOS DO PSD DO RIO

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O ex-governador Sérgio Cabral tem revelado a seus interlocutores ter esperanças de formalizar uma ampla delação para reduzir sua pena, hoje próxima a 200 anos. Semana passada, fez chegar a integrantes do Ministério Público a disposição de dividir suas confidências em pacotes por partido político. O primeiro a ser ofertado aos procuradores da Lava Jato seria o PSD. Ele quer contar como foram as negociações para o apoio à candidatura de Luiz Fernando Pezão ao Governo em 2014. O conteúdo explosivo de suas revelações atingem em cheio o Presidente Nacional do PSD, ex-ministro Gilberto Kassab; o presidente regional à época, Índio da Costa; os ex-deputados Sérgio Zveiter e Ronaldo César Coelho e o então líder do governo na Alerj, deputado André Correa, atualmente preso na operação Furna da Onça. Na ocasião, Correia era filiado á legenda.

O ex-governador fez uma espécie de inventário financeiro dos valores dispendidos nesta negociação, demolindo a reputação dos envolvidos com detalhes de encontros, conversas e pagamentos de propina.

Sobre Índio de Costa, Cabral citou ainda fatos relacionados à passagem do ex-parlamentar pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, onde ficou por apenas três meses porque teve de se desincompatibilizar para disputar uma vaga na Câmara Federal. Índio, contudo, deixou no cargo seu braço direito, o advogado Carlos Francisco Portinho, especialista em Direito Esportivo.

Nas revelações informais, Cabral tem dado mostras de um extenso cardápio de temas que podem ser abordados a partir de uma delação formal. A barganha nada republicana com o PSD seria apenas um aperitivo.

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