19/04/2019 15:50

Crivella pode ir à Justiça para devolver hospitais ao Governo do Estado

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Em entrevista ao Jogo do Poder, que vai ar no próximo domingo, o prefeito Marcelo Crivella afirmou que pode impetrar ação judicial para devolver ao Governo do Estado a gestão dos hospitais Alberto Schweitzer e Rocha Faria, caso o governador eleito Wilson Witzel não tome a iniciativa espontaneamente logo ao tomar posse. O prefeito alega descumprimento de cláusulas do acordo, entre as quais o repasse de R$ 50 milhões ao município. As unidades hospitalares foram municipalizadas pelo ex-prefeito Eduardo Paes, em 2016, no momento mais grave da crise fiscal do Governo do Estado e custam ao município cerca de R 400 milhões/ano.

Crivella desdenhou das alegações de que o orçamento do Governo do Estado de 2019 não prevê despesas com a retomada da gestão dos hospitais. Para ele, quando há vontade política encontra-se uma saída.

- Ainda mais porque as informações mostram que a arrecadação do Estado vai melhorar muito com aumento significativo das receitas dos royalties – afirmou

O prefeito debitou na conta de Eduardo Paes as razões da crise financeira porque passa a Prefeitura. Citou algumas realizações que, segundo ele, são extremamente onerosas ao caixa da prefeitura.

- Eduardo reclamou de Cesar Maia, por causa da Cidade da Música, cujo custo de manutenção é de R$ 20 milhões. O Museu do Amanhã custa o dobro, R$ 40 milhões. O Ma, mais R$ 20 milhões. O VLT se não tiver um número mínimo de passageiros temos que bancar a diferença. – reclamou

O prefeito voltou a criticar a qualidade das obras do BRT Transcarioca. Disse que a pavimentação não obedeceu às especificações técnicas do projeto, com camada asfáltica de menor espessura e sem a estrutura armada prevista.

Após uma espécie de inventário dos problemas que encontrou na prefeitura, Crivella se disse confiante na recuperação das finanças municipais. Confirmou que será candidato à reeleição e lamentou a derrota do filho na disputa de uma vaga à Câmara federal.

-Isto é a prova de que, ao contrário do afirma o MP, nós não usamos a máquina pública favor do nosso grupo político – afirmou.

Segundo Crivella, as demissões de 184 equipes das Clínicas da Família não vão afetar a qualidade dos serviços prestados nestas unidades. O prefeito disse que várias turmas, que deveriam atender até 3 mil pacientes, davam assistência a no máximo 600 pessoas. “Eu garanto que o atendimento vai continuar sem problema”, disse.

Marcelo Crivella afirmou ainda acreditar que os ajustes promovidos neste ano serão suficientes para permitir a Prefeitura do Rio superar as dificuldades e voltar a prestar um serviço público de qualidade, especialmente na área de saúde.



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