21/04/2021 15:05

Fiocruz contraria posição do comitê científico da prefeitura e alerta que situação da pandemia no Rio é alarmante

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O Rio de Janeiro está entre os 19 estados em que a pandemia se encontra em situação grave e alarmante, de acordo com a Fiocruz. O dado conflita com a posição do comitê científico da Prefeitura do Rio, que aponta situação sob controle. Na cidade do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação de leitos de UTI chega a 88%, acima da de São Paulo (76%), onde já foram adotadas restrições severas.

“Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o País, o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais”, aponta o boletim. O texto prega a adoção ampla e imediata de medidas mais drásticas de restrição da circulação para conter a disseminação do vírus.

O boletim reúne dados sobre número de casos, mortes e ocupação de UTIs em todo o País e é quinzenal. Dada a gravidade da situação, no entanto, foi divulgado ontem um exemplar extraordinário, com dados verificados no dia primeiro de março e comparados aos de 22 de fevereiro.
No boletim do mês passado, doze Estados apresentavam a ocupação dos leitos de UTI covid acima dos 80%. Uma semana depois, esse número subiu para dezenove. Os porcentuais mais altos estão em Santa Catarina (99%), Goiás (95%), Amazonas (92%) e Paraná (92%). O Sudeste ainda mantém porcentuais abaixo dos 80%, mas a situação de muitas capitais é igualmente preocupante.

Entre as 27 capitais do país, no momento há 20 com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 acima de 80%: Porto Velho (100%), Rio Branco (93%), Manaus (92%), Boa Vista (82%), Belém (84%), Palmas (85%), São Luís (91%), Teresina (94%), Fortaleza (92%), Natal (94%), João Pessoa (87%), Salvador (83%), Rio de Janeiro (88%), Curitiba (95%), Florianópolis (98%), Porto Alegre (80%), Campo Grande (93%), Cuiabá (85%), Goiânia (95%) e Brasília (91%). Em São Paulo a taxa é de 76%.

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