21/04/2021 13:11

Itatiaia e Madalena voltam às urnas em abril para escolher prefeito

Os eleitores de Santa Maria Madalena e Itatiaia voltarão às urnas no dia 11 de abril. O dia 5 de março será o prazo limite para os registros de candidaturas em Itatiaia e Madalena. A propaganda eleitoral em ambas as cidades começa no dia 6.

Em Itatiaia, cidade do Sul Fluminense com 25.206 eleitores, a eleição foi determinada pelo TSE após a Corte considerar que o candidato mais votado nas eleições municipais do ano passado, o ex-prefeito Eduardo Guedes (PSC), caso fosse empossado, exerceria o terceiro mandato consecutivo, o que não é permitido pela Constituição Federal. Guedes assumiu a prefeitura em 2016, quando era vereador. À época, a Justiça Eleitoral havia cassado o então prefeito, Luís Carlos Ypê, por abuso de poder econômico e político durante a campanha eleitoral em 2012. Guedes concorreu à prefeitura em 2016 e foi eleito, governando a cidade de 2017 a 2020.

Com 8.908 eleitores, Santa Maria Madalena, na Região Centro-Norte Fluminense, teve a eleição suplementar definida após o TSE indeferir o registro da candidatura de Clementino da Conceição (PL), candidato mais votado, por “ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito”

Conceição, que é ex-prefeito, foi condenado pela Justiça em ação movida pelo Ministério Público Federal. De acordo com o processo, seu governo firmou um termo de parceria com a Oscip Inprebs para gerir programas e três unidades de saúde. O serviço prestado pela Inprebs foi considerado de fachada, já que servidores públicos municipais é que trabalhavam nos postos de saúde.

Outras duas cidades fluminenses também poderão ter novas eleições municipais marcadas: Petrópolis, na Região Serrana, e Silva Jardim, na Baixada Litorânea. Na maior cidade da Serra, o deputado estadual Rubens Bomtempo (PSB), candidato mais votado, não conseguiu voltar à prefeitura de Petrópolis para exercer o quarto mandato. O ex-prefeito teve o registro de sua candidatura indeferido. Bomtempo foi condenado numa ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público, por improbidade administrativa.

Já em Silva Jardim, Jaime Figueiredo (PROS) teve a candidatura indeferida porque sua legenda estava com o CNPJ inválido na convenção partidária. Ambos os políticos recorreram das decisões e ainda aguardam o TSE bater o martelo.

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