26/04/2019 07:50

Técio assume a defesa de Rodrigo Neves

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O escritório do advogado Técio Lins e Silva, que já atuou em casos famosos como o da Delta Engenharia, assumiu a defesa do prefeito Rodrigo Neves (PDT), preso desde 10 de dezembro, em Bangu 8. Com o fim do recesso do Judiciário, encerrado ontem, o processo volta a tramitar. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo era o advogado que estava à frente da defesa e, na semana passada, desistiu do pedido de habeas corpus impetrado em 26 de dezembro no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com nota da família de Rodrigo, o habeas corpus impetrado no STF foi necessário em virtude do recesso judicial, que impediria, naquela ocasião, o julgamento pelos órgãos colegiados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Em 28 de dezembro, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, negou a liminar com o pedido de urgência na apreciação do habeas corpus impetrado por Cardozo e o encaminhou ao relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso.

“Nesse momento, a defesa entende que é necessário aguardar as definições do habeas corpus no STJ, assim como sobre o agravo e sobre a manifestação prévia da defesa pela rejeição da denúncia (ambas solicitações em tramitação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que só puderam ser apresentadas após o recesso)”, diz a nota da família, que ressalta que os novos advogados não vão se manifestar fora do processo.

Na quinta-feira, família e amigos de Rodrigo Neves lançaram outra campanha pela libertação do prefeito. Intitulado “Rodrigo Neves preso por quê?”, o panfleto divulgado nas redes sociais alega que seus sigilos fiscal e bancário quebrados podem comprovar que não houve enriquecimento ilícito e destaca que, desde a prisão, Rodrigo não foi ouvido para poder se defender.
— Nos panfletos há explicações necessárias para que entendam essa prisão arbitrária e injusta — disse a mulher de Rodrigo, Fernanda Sixel,num vídeo postado nas redes sociais.

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