17/02/2019 13:02

ALERJ DECIDE ATÉ QUARTA SE EMPOSSA OU NÃO DEPUTADOS PRESOS

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A Alerj deve decidir até a próxima quarta-feira se empossa ou não os seis deputados presos. O presidente André Ceciliano é favorável, desde que não haja nomeação de assessores tampouco pagamento de salários,. O juiz Gustavo Arruda, do TRF 2, afirmara em decisão semana passada que a posse nas dependências do presidio só poderia ser realizada com autorização do Legislativo. Por precaução, a Assembléia vai novamente consultar o Tribunal sobre a legalidade do ato, para em seguida decidir. Caso o TRF 2 confirme a autonomia da Alerj para deliberar sobre a questão, a tendência é que a Mesa Diretora autorize a posse, pois os deputados não foram condenados sequer em primeira instância.

A decisão será tomada pelos 13 integrantes da mesa diretora eleita neste sábado, na chapa encabeçada por Ceciliano. O 1º vice-presidente é Jair Bittencourt (PP), seguido por Renato Cozzolino (PRP) (2º vice), Tia Ju (PRB) (3ª vice) e Filipe Soares (DEM) (4º vice); os secretários são Marcos Muller (PHS) (1º), Samuel Malafaia (DEM) (2º), Marina (PMB) (3ª) e Chico Machado (PSD) (4º), e os vogais são Franciane Mota (MDB) (1ª), Dr. Deodalto (DEM) (2º), Valdeci da Saúde (PHS) (3º) e Márcio Canella (MDB) (4º).

"A gente está tentando uma reunião com o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) na próxima segunda-feira (4), vamos tirar algumas dúvidas e até quarta-feira (6) seguramente vamos ter uma decisão", disse Ceciliano. "Vai ser uma decisão da mesa diretora, não vamos para o plenário. É uma responsabilidade da mesa", afirmou. O presidente da Alerj vai debater o assunto já na terça-feira (5), mas a decisão deve ser anunciada apenas na quarta.

Dos 70 deputados eleitos, só 64 puderam tomar posse na última sexta-feira (1). André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB) foram presos em novembro de 2018, na Operação Furna da Onça. Anderson Alexandre (SD) também foi preso em novembro, acusado de participar de um esquema de propina em Silva Jardim, município da Região Serrana do Rio do qual foi prefeito. A situação deles deve ser resolvida durante a próxima semana pela mesa diretora da Alerj.

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