19/04/2019 15:25

Márcio Pacheco diz ter apoio de Witzel para disputar presidência

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Em entrevista a Paulo Cappelli de O Dia, o deputado estadual Márcio Pacheco (PSC) diz contar com o apoio do futuro governador para presidir a Assembleia Legislativa a partir de fevereiro. "Muitas reformas precisam ser feitas, mas não vamos mexer na Previdência", afirma.

De que forma a eleição de Witzel ajuda a sua candidatura à presidência da Alerj?



Márcio Pacheco: A minha candidatura visa apresentar a Alerj como ponto de apoio para dar governabilidade para o estado, para esse novo governo que precisa montar a sua base. Tenho conversado com o governador Witzel. Muitas reformas precisam ser feitas.



Entre elas a Reforma da Previdência?



Não vamos mexer nisso. Servidor tem que ser respeitado. Votei contra o aumento da alíquota de 11% para 14%. Muitas medidas vão acontecer agora. Algumas delas serão duras. Mas tem uma frase do governador Witzel que eu gosto muito: "Servidor não paga a conta da corrupção e da má gestão."



Quais reformas serão prioritárias?



A principal é cortar gastos que não sejam absolutamente emergenciais. Tanto na Alerj quanto no governo. Precisamos cortar na carne e dar o exemplo. Vou manter a devolução dos carros oficiais e analisar todos os contratos. A Alerj precisa dar transparência a todos os contratos e gastar o mínimo possível no que diz respeito a dinheiro público. O Witzel quer analisar toda a máquina, as secretarias. Enxugar e trazer investimentos.



Há outras candidaturas postas à presidência da Alerj. A de André Ceciliano (PT) e a de André Corrêa (DEM), por exemplo.



Eu e André Corrêa temos um pacto, que é não concorrer um contra o outro. Também tenho o mesmo pacto com o Rodrigo Amorim (PSL). Quem tiver mais viabilidade política, seja com a força do governo ou com conversas internas na Alerj, será o presidente. Haverá um consenso. Mas não votarei no André Ceciliano, porque eu não voto no PT. Por essa razão, o meu governo, que é do PSC, vai fazer campanha contra o PT. Nada contra o André Ceciliano, que é meu amigo, mas ideologicamente o partido dele tem bandeiras com as quais eu não concordo.



O fato de Rodrigo Amorim ser deputado de primeiro mandato beneficia o senhor nessa disputa?



É praxe que o maior partido coloque seu presidente (na próxima legislatura, será o PSL). O Rodrigo Amorim é um deputado de primeiro mandato, mas muito experimentado na vida pública. Já foi secretário cinco vezes. A máquina do Legislativo talvez seja muito peculiar e precise de experiência, mas ele é um quadro experiente, e o PSL tem legitimidade para reivindicar o comando da Casa. O senador Flávio Bolsonaro junto com a bancada vai delinear esse espaço. Repito: o Rodrigo, o André Corrêa e eu temos esse pacto. Seja quem for o presidente, o outro vai ocupar um lugar importante na Alerj para ajudar a Casa a governar junto com Witzel.

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