24/04/2019 10:47

André Ceciliano coloca à disposição do MP sigilos bancário, fiscal e telefônico

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O deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ) divulgou uma nota para informar que enviou ao Ministério Público do Rio de Janeiro as explicações das funcionárias de seu gabinete sobre suas transações bancárias, citadas no relatório do Coaf. No documento, o Coaf aponta que uma assessora movimentou R$ 26,5 milhões e que quatro funcionários teriam movimentado ao todo em contas bancárias R$ 49,31 milhões, segundo reportagem divulgada pelo jornal O Dia em dezembro.



Na nota, no entanto, o presidente em exercício da Alerj - que pretende permanecer no cargo nessa legislatura, afirma que apenas duas das quatro funcionárias citadas no relatório são realmente assessoras em seu gabinete. "Um deles, Benjamin Barbiere, nunca foi funcionário" e "Carlos Alberto Dolavale foi exonerado em março de 2012, quatro anos antes do período apurado no relatório", explica.

Ele informa ainda ter enviado ao MP-RJ esclarecimentos feitos pelas duas servidoras por escrito sobre as transações financeiras, além de ter colocado à disposição do órgão seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. "O fato de funcionários terem movimentações atípicas não significa que praticaram atos ilícitos", diz.

Diante do escândalo envolvendo a família Bolsonaro, integrantes do governo, como fez ontem o vice, general Hamilton Mourão, e da direita, como a deputada estadual eleita Janaína Paschoal, têm cobrado explicações do petista e tentado desviar o caso de Flávio Bolsonaro, cujo assessor movimentou cerca de R$ 7 milhões em três anos.

Leia a íntegra da nota:

Ao tomar conhecimento pela imprensa a respeito do relatório do Coaf, o deputado André Ceciliano solicitou informações às funcionárias de seu gabinete e encaminhou as explicações prestadas por elas, por escrito, a respeito de suas movimentações bancárias ao Ministério Público por meio de ofício. O deputado procurou espontaneamente o MP, se colocando à disposição do órgão para quaisquer esclarecimentos, e informou ainda que:

Dos quatro funcionários mencionados pela imprensa que estariam citados no relatório, um deles, Benjamin Barbiere, nunca foi funcionário de seu gabinete nem dos quadros da Alerj;



Carlos Alberto Dolavale foi exonerado em março de 2012, quatro anos antes do período apurado no relatório, que segundo as reportagens foi entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.
Apenas Elisângela Barbiere e Ana Paula Pereira Alves são lotadas no gabinete desde 2011. Os esclarecimentos sobre as movimentações bancárias das duas foi encaminhado ao MP através de ofício do deputado André Ceciliano, que também enviou cópia das declarações de seu Imposto de Renda e colocou seus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição.

"Um dos nomes citados nunca foi do meu gabinete nem da Alerj, outro saiu em 2012, enquanto as reportagens mencionam que o relatório levanta movimentações em suas contas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Portanto, o montante que vem sendo divulgado não corresponde a realidade. O fato de funcionários terem movimentações atípicas não significa que praticaram atos ilícitos, por isso solicitei as informações às funcionárias do meu gabinete e as encaminhei ao Ministério Público. Mesmo ciente de que eu não sou alvo da investigação, me coloquei à disposição porque acredito que pessoas públicas não podem se furtar de dar os esclarecimentos que a Democracia exige. Espero que tudo seja esclarecido".

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