17/02/2019 13:07

Rodrigo Amorin: "Aldeia Maracanã é lixo urbano"

imagem

Epicentro dos protestos de 2013, a Aldeia Maracanã, que abrange o prédio onde até 1977 funcionou o Museu do Índio, está novamente envolta em polêmica. Eleito o deputado estadual mais votado do Rio, Rodrigo Amorim (PSL) afirma que o terreno de 14,3 mil metros quadrados é um “lixo urbano” e que é necessária uma “faxina” no local para “restaurar a ordem”. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Amorim também usou o termo "restaurar a ordem" para retirar a placa com o nome de Marielle Franco que, em homenagem à vereadora, havia sido afixada sobre a placa que indicava a Praça Floriano, em frente à Câmara Municipal.

— Aquele lixo urbano chamado Aldeia Maracanã é um absurdo. E é logo em um dos trechos mais importantes sob o ponto de vista logístico, numa área que liga a Zona Norte à Zona Sul, bem do lado do Maracanã. O espaço poderia servir como estacionamento, shopping, área de lazer ou equipamento acessório do próprio estádio do Maracanã. Como carioca, me causa indignação ver aquilo do jeito que está hoje. Quem gosta de índio, que vá para a Bolívia, que, além de ser comunista, ainda é presidida por um índio.

Segundo Amorim, o local oferece risco a moradores e turistas.

— A Aldeia Maracanã é um terreno baldio, cheio de mato e lixo. Lugar de refúgio que tem imigrantes sem relação com índio algum. Há ali uma oca para travestir o lugar e fazer alguma ilação, mas a verdade é que virou uma cracolândia, um ponto de consumo de drogas para delinquentes e marginais — sustentou Amorim.

“A verdade é que a Aldeia Maracanã virou uma cracolândia, um ponto de consumo de drogas”

— O objetivo de derrubar a Aldeia Maracanã é o mesmo de quem quer acabar com as reservas indígenas. É fazer com que a gente reviva um processo de colonização e de extermínio do povo indígena. É lamentável que, nos dias de hoje, estejamos revivendo discursos que busquem exterminar a cultura indígena — disse.

'