24/04/2019 11:39

Apoio do PSL a Rodrigo Maia fortalece a idéia de chapa única na Alerj

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RICARDO BRUNO

A decisão do PSL de apoiar a candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara pode produzir consequências muito além de Brasília. O gesto foi tomado como uma espécie de rendição do presidente Bolsonaro à necessidade de composição política para garantir a governabilidade. Com a medida, o novo governo arquiva o discurso de confronto com o parlamento, esgrimido pelos filhos congressistas, Eduardo e Flávio, logo após a vitória nas urnas.
Dois meses foram suficientes para que o núcleo central do governo entendesse que a negociação seria o mais eficiente caminho para a obtenção de maioria e aprovação das reformas. Se os temas envolvidos nas propostas são em si polêmicos, de baixa coesão, a disputa pela presidência das Casas seria um complicador adicional a ameaçar o êxito das articulações.
No Palácio Guanabara, a notícia de que o PSL vai marchar com Rodrigo Maia foi interpretada por alguns dos mais importantes assessores do governador Witzel como lição a ser seguida. Para o grupo, a decisão da cúpula nacional do partido de Bolsonaro seria um claro indicativo de que o governo do Rio não deve se imiscuir na disputa interna da Assembléia do Rio, sob pena de trazer problemas desnecessários neste momento à relação institucional entre os poderes. Cresce, portanto, de modo cada vez mais sólido, a possibilidade de uma chapa única, composta pelo atual presidente André Ceciliano e com forte presença de aliados de primeira hora do governador, especialmente o deputado Márcio Pacheco.

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