17/07/2019 12:30

Witzel chora e promete combate à corrupção e ao crime organizado

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Em um discurso de 20 minutos, durante a cerimônia de posse na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o governador Wilson Witzel (PSC) assumiu os compromissos de "libertar o estado da corrupção" e "derrotar o crime organizado". O governador também colocou entre suas prioridades a racionalização de custos e a retomada do crescimento econômico do estado. Witzel traduziu o resultado das urnas como "o grito de milhares de mulheres e homens cansados da traição e dos atos de corrupção" e sentenciou: "não temos o direito de errar

O governador foi às lágrimas ao agradecer o apoio da esposa, Helena Witzel. Ele também agracedeu as orações do prefeito Marcelo Crivella, que estava presente na cerimônia. O discurso arrancou aplausos do público presente quando o governador classificou os traficantes do Rio de narcoterroristas. "Como terroristas serão tratados", afirmou.

O combate à corrupção foi um dos pontos centrais no discurso de Witzel. "É chegada a hora de libertar o estado da irresponsabilidade e da corrupção, que marcaram as últimas duas décadas da política estadual", afirmou.

Ao assumir a missão de racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios, Witzel fez uma referência à reforma da Previdência: "buscaremos apoiar o governo federal no processo de mudanças de ordem tributária, previdenciária e econômica, para garantir o futuro das próximas gerações e inverter a pirâmide de arrecadação".

A segurança pública foi outro ponto nevrálgico no discurso. "Não podemos mais viver sem liberdade, com medo de sair às ruas sem saber se voltaremos", afirmou o governador, que promete reorganizar as estruturas policiais.

O governador falou sobre o Conselho de Segurança, criado para substituir temporariamente a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), que por sua vez foi extinta em um decreto publicado no primeiro Diário Oficial da nova gestão. O conselho executivo, previsto para durar seis meses, terá o papel de fazer a interface entre as polícias Militar e Civil, que foram alçadas à condição de secretarias.

"A instalação do Conselho de Segurança, fruto da nossa experiência e estudos aprofundados por mais de 20 anos, vai aproximar as instituições e permitir que a segurança não seja mais apenas um caso de polícia, e sim uma política pública da responsabilidade de todos os poderes, conforme determina a Constituição Federal", disse Witzel.


Cultura, turismo, educação, saúde, emprego e produção agrícola também foram citados durante o discurso. "O resgate moral da nossa cidadania também passa pelo fortalecimento da cultura", pontuou Witzel, afirmando que o tema será tratado como política pública estratégica, mas sem se aprofundar em metas.

Ao mencionar as áreas de educação e saúde, o governador comprometeu-se a "integrar todos os órgãos federais, estaduais e municipais com vistas a reduzir custos e melhorar o acesso".

Com o objetivo de retomar o crescimento econômico do estado, Witzel apontou caminhos para a produção do campo, classificada por ele como "um dos pilares do desenvolvimento no interior". "Nenhuma economia saudável consegue se desenvolver de costas para seus agricultores", afirmou. Entre outras ações previstas para esse setor, o governador pretende diminuir as necessidades de importação de alimentos de outras regiões e facilitar o acesso dos produtores locais ao mercado.

O governador chamou o turismo de "o novo petróleo do Rio", e traçou como metas fortalecer e expandir o setor.

Por fim, Witzel citou uma frase de Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara na década de 1960: "A impunidade gera a audácia dos maus. O futuro não é o que se teme. O futuro é o que se ousa".

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