16/02/2019 15:53

Acusado de corrupção, Moreira deve cair nas mãos de Bretas

imagem

Após deixar o governo em 1º de janeiro, o ex-governador do Rio e atual ministro Moreira Franco começará enfrentar a Justiça. Acusado de corrupção, a investigação solicitada nesta semana pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, se aceita, será encaminhada ao juiz Marcelo Bretas. A ação atinge também o presidente Michel Temer, que estaria igualmente envolvido no caso. A informação é de Bernardo Mello Franco, de O GLOBO.

A denúncia envolve o pagamento de R$ 1,1 milhão em propina em troca de um contrato para a construção da usina nuclear Angra 3. De acordo com a Raquel Dogde, os pagamentos indevidos foram "solicitados pelo ministro Moreira Franco, com anuência de Michel Temer", e por João Batista de Lima Filho.

Leia a coluna:

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a abertura de um novo inquérito contra o presidente Michel Temer e o ministro Moreira Franco na 7ª Vara Federal Criminal do Rio.


Se o pedido for aceito pelo Supremo Tribunal Federal, a investigação será enviada em janeiro ao juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio. Ele já prendeu o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista.

O caso envolve a suspeita de pagamento de R$ 1,1 milhão em propina em troca de um contrato para a construção da usina nuclear Angra 3.

De acordo com a Procuradoria, os pagamentos indevidos foram "solicitados por João Baptista Lima Filho e pelo ministro Moreira Franco, com anuência de Michel Temer".

O contrato suspeito foi fechado em 2014 entre a estatal Eletronuclear e a consultoria escandinava Af Consult. Na época, Temer era vice-presidente e Moreira era ministro da Aviação Civil.

Segundo Dodge, os repasses foram relatados pelo empresário José Antunes Sobrinho, ex-sócio da Engevix, que fechou acordo de delação premiada com a Lava-Jato. Também estariam lastreados em "provas documentais e testemunhais".

A procuradora pediu que o caso seja enviado à 7ª Vara porque Bretas já comandou outros processos sobre fraudes na Eletronuclear.Em agosto de 2016, o juiz sentenciou o almirante Othon Pinheiro, ex-presidente da estatal, a 43 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

'