14/07/2020 04:47

MP tenta fazer acordo de delação com empresário que contratou primeira-dama

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Quatro procuradores do Ministério Público Federal foram ao presídio de Bangu 8, na última terça-feira, com o objetivo de extrair um acordo de delação premiada dos acusados da operação Favorito - que investiga os subterrâneos das contratações fraudulentas entre as empresas de Mário Peixoto e o governo do estado. Segundo a revista Crusóe, estiveram por 20 minutos na galeria A, onde avistaram-se com Alessandro Duarte, responsável pela contratação do escritório da primeira-dama Helena Witzel por R$ 540 mil. Apresentaram-lhe uma vasto arsenal de provas de atuação criminosa, após o que propuseram um acordo de delação premiada. “A hora é esta”, provocaram, ao que Alessandro respondeu com um prolongado silêncio.

Cassio Luiz da Silva e Luiz Roberto Martins, outros dois operadores de Mário Peixoto, também foram alvo de proposta semelhante e igualmente ficaram calados. De acordo a reportagem da Crusoé, o advogado dos acusados, Patrick Berriel, se espantou com a insistência dos procuradores na tentativa de acordo. “ A prisão preventiva está se tornando tortura psicológica para forçar a pessoa a dizer o que sabe e o que não sabe”, protestou. Segundo ainda a Crusoé, o MP negou ter feito qualquer pressão para obter o acordo de delação

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