14/07/2020 04:45

Minc pede ao Procurador-Geral para ser ouvido no caso das "rachadinhas"

imagem

O deputado Carlos Minc (PSB) enviou carta ao Procurador-Geral de Justiça, Eduardo Gussem, solicitando ser ouvido pelo Ministério Público a fim de esclarecer o envolvimento de seu nome com suposta movimentação de valores em conta de funcionários do gabinete na Alerj. Para Minc, “os verdadeiros implicados” têm o objetivo de jogar todos na vala comum das denúncias de desvios éticos.“Rogo à V.Exa que eu seja ouvido e minha situação seja definitivamente esclarecida, e demarcada destes crimes de formação de quadrilha, cumplicidade com milícias, apropriação de salários do funcionários ou enriquecimento ilícito”, afirmou.

No documento, Minc explica a movimentação financeira de funcionários de seu gabinete. “No caso Rachadinha, uma assessora do meu gabinete teve movimentação financeira de R$ 12 milhões em 5 anos. Tem conta conjunta com o marido engenheiro, dono de uma pequena firma de consultoria em Engenharia e parte da movimentação desta passava pela conta conjunta . Vendeu apto na Freguesia, Jacarepaguá por R$ 1, 6 milhão e comprou apto no Largo do Machado por valor equivalente. Só aí a movimentação financeira já somou R$ 3,2 milhão. Ela escreveu 30 páginas, relatando mês a mês, tudo declarado ao I R. ano a ano”, relatou.

Leia nota de Carlos Minc:

Prezado Procurador Geral de Justiça
Dr. Gussem
Boa noite.
Espero que esteja com boa saúde, assim como a família.
Que em breve possamos nos reencontrar em grandes shows de rock!
Ou em audiências públicas no MPRJ, como a recente em que vocês lançaram o incrível Portal de Informações sócio- ambientais...
Prezado Procurador Geral,
Confesso que a volta do tema das rachadinhas , colocando todos na mesma vala comum , me incomoda tremendamente .
As matérias colocam o montante como se fosse movimentação do deputado , não dos assessores. E que todos praticaram rachadinha.
Tenho pautado meus muitos mandatos no combate à corrupção. Fui relator da CPI do Silveirinha que ajudou a prisão dele e de outros 9 auditores fiscais .
Fui quem iniciou as ações junto à Polícia Civil/ MPRJ e PF/ MPF que geraram as Operações Cartas Marcadas e Euterpe, com dezenas de prisões de secretários municipais e técnicos da ( antiga) FEEMA e do IBAMA, respectivamente.
Fui 2 vezes citado pelo MPF na ação da Operação que levou à prisão de Picciani, etc . Ambas como elemento da acusação, pelas denúncias que fiz desde 1989 , 1995 do lobby da FETRANSPORT.
No caso Rachadinha, uma assessora do meu gabinete teve movimentação financeira de R$ 12 milhões em 5 anos. Tem conta conjunta com o marido engenheiro, dono de uma pequena firma de consultoria em Engenharia e parte da movimentação desta passava pela conta conjunta . Vendeu apto na Freguesia, Jacarepaguá por R$ 1, 6 milhão e comprou apto no Largo do Machado por valor equivalente. Só aí a movimentação financeira já somou R$ 3,2 milhão. Ela escreveu 30 páginas, relatando mês a mês, tudo declarado ao I R. ano a ano.
No meu caso não encontraram qualquer depósito em minhas contas ou de meus familiares. Ao contrário: foram identificados 2 depósitos meus para meus assessores no total de R$ 18, 6 mil para pagamento de despesas diárias do gabinete, café, água, aluguel de lap top. Uma autêntica rachadinha ao contrário.
Não tenho variação real de patrimônio ( descontada a inflação) há 20 anos. Moro há 32 anos no mesmo ap em Laranjeiras. Com a mesma mulher. Tenho o mesmo celular, mesmo email e mesma CC no Itaú há 28 anos .
Recebi a medalha de mérito do MPRJ na gestão do PGJ Pinhero Munhoz pelas ações conjuntas ambientais e sociais.
Não emprego funcionários fantasmas, nem milicianos . Nunca negociei carros, apartamentos, chocolate. Sou o deputado com + leis aprovadas na história da ALERJ : nenhuma para dar nome à rua ou bajular poderosos de plantão. Só Educação Ambiental, Saneamento, Proteção às Testemunhas, Reciclagem, anti Homofobia.
Nunca contestei a legalidade destas investigações. Que defendo com vigor.
Rogo à V.Exa que eu seja ouvido e minha situação seja definitivamente esclarecida, e demarcada destes crimes de formação de quadrilha, cumplicidade com milícias, apropriação de salários do funcionários ou enriquecimento ilícito.
Desculpe lhe incomodar com estas questões que me afligem, e que obrigam a que eu permanentemente preste estes esclarecimentos aos eleitores e seguidores , que também ficam incomodados com a tentativa reincidente dos verdadeiramente implicados em colocar a todos na vala comum.
Saudações sustentáveis e biodiversas do Carlos Minc

'