22/07/2019 04:27

Flávio Bolsonaro afirma: "Queiroz é que tem que se explicar"

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O senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, afirmou na manhã desta terça-feira (18) que a movimentação atípica encontrada pelo Coaf nas contas de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, deve ser explicada por ele e que todos os funcionários trabalham em seu gabinete. Ele foi questionado quando chegava à cerimônia de diplomação para o cargo, no Centro da capital fluminense.

“A movimentação atípica é na conta dele. No meu gabinete todo mundo trabalha", destacou o senador.

O nome de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, aparece no relatório que integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais no início de dezembro.

Questionado também se estava chateado com a imprensa, ele destacou que os órgãos de comunicação cumprem seu papel: “a imprensa está fazendo o trabalho dela".

Na quinta-feira (13), Flávio Bolsonaro já havia publicado em redes sociais uma mensagem em que dizia que não fez “nada de errado" no caso do ex-assessor citado em um relatório do Conselho de Controle Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações bancárias de R$ 1,2 milhão consideradas suspeitas.
O nome de José Carlos de Queiroz, que era motorista de Flávio Bolsonaro na Alerj, apareceu em relatório do Coaf publicado na semana passada em uma reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".

A análise do relatório do Coaf revelou que a maior parte dos depósitos em espécie na conta do ex-motorista de Flávio Bolsonaro coincide com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio. Nove ex-assessores do filho do presidente eleito repassaram dinheiro para o motorista.

O relatório também identificou um depósito de Queiroz no valor de R$ 24 mil na conta bancária da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O presidente eleito afirmou na semana passada que o depósito do ex-assessor do filho na conta de Michele se tratou do pagamento de uma dívida de R$ 40 mil com o próprio Bolsonaro. Segundo ele, Queiroz utilizou a conta da futura primeira-dama para receber o dinheiro "por questão de mobilidade". Bolsonaro alegou que tem pouco tempo para ir ao banco em razão da rotina de trabalho.


Na noite desta quarta-feira (12), em uma transmissão ao vivo no Facebook, Jair Bolsonaro afirmou que ele e o filho mais velho pagarão "a conta" se houver algo de "errado" nas movimentações bancárias de Queiroz.

"Se algo estiver errado, seja comigo, com meu filho ou com o Queiroz, que paguemos a conta deste erro, porque nós não podemos comungar com o erro de ninguém", ressaltou o presidente eleito na transmissão pelo Facebook.

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