19/04/2019 15:17

PÂNICO ENTRE POLÍTICOS COM A POSSIBILIDADE DE NOVAS PRISÕES

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A possibilidade de novas operações da Polícia Federal, desdobramento da Lava Jato, está provocando pânico na classe política no Rio. Hoje, a tensão chegou ao grau máximo com especulações intensas sobre uma possível ação nesta semana. Os corredores do poder fervilharam durante toda a tarde com apostas sobre eventuais prisões que estariam programadas para esta semana.
O pânico mudou hábitos; provocou o cancelamento de agendas e a desmarcação de entrevistas programadas com antecedência. “Neste momento de incertezas, o melhor é ninguém falar nada”, aconselhava um experiente deputado ao lado de um colega estreante.O temor de grampos dificulta conversas, que são sussurradas monossilabicamente nas salas e corredores. Um novo e alegre recurso foi adotado também pela maioria dos deputados para embaralhar vozes numa eventual gravação de som ambiente: caixas de som foram instaladas em vários gabinetes e, em alto volume, trazem boleros e pagodes para animar o debate parlamentar. "Assim fica quase impossível uma gravação ambiente" admite um deputado.

Até mesmo o clima beligerante de disputa pela presidência da Alerj foi arrefecido diante da divulgação completa da lista do Coaf , com deputados de todos os matizes ideológicos. As prováveis surpresas de uma eventual continuidade da Lava Jato teve o condão de favorecer a aproximação de grupos que há poucos dias se digladiavam pelo comando da Casa. Não é exagero dizer que uma composição está a caminho.

Apelidada com bom humor de “ operação papai noel,” a próxima investida da Polícia Federal seria uma espécie de complemento da “ Furna da Onça”. A base de informações para a ação policial seria extraída das delações de Carlos Miranda e do empresário Jacob Barata, o chefão da Fetranpor. Nos Palácios Tiradentes e Guanabara corriam hoje todo tipo de especulação. Alguém ligado a um advogado ou a um promotor teria ouvido falar na operação que seria deflagrada ainda antes do Natal. As listas dos alvos variam de interlocutor para interlocutor. A conferir

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