19/04/2019 16:04

Mesmo sem provas, Dodge defende que Pezão continue preso

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Mesmo sem apresentar provas concretas de que o Governador Pezão tenha efetivamente recebido vantagens indevidas, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta segunda-feira manifestação ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) defendendo que ele continue preso. De acordo com Raquel Dodge, a prisão temporária é a "única forma de impedir que ilícitos desta gravidade se acentuem ao final do ano".

"Outro caminho não resta para cessar as atividades de lavagem de ativos, que, frise-se, continuam em operações até os dias atuais, portanto, contemporaneamente, senão a prisão preventiva de Luiz Fernando de Souza - Pezão, numa perspectiva de garantia da ordem pública e preservação da aplicação da lei penal, sob pena de que ele solto continue a pulverizar seus ativos ilícitos na absoluta certeza da impunidade", escreveu.


Na manifestação, além dos motivos que embassaram o pedido de prisão, a procuradora-geral ressalta a prisão do advogado Tony Lo Bianco, da empresa Kyocera, realizada na semana passada. Ele é acusado de ter orientado a destruição de provas do suposto esquema criminoso envolvendo o governador.

"Detectou-se, após a deflagração da Operação Boca de Lobo, que a organização criminosa chefiada por Luiz Fernando de Souza - Pezão articulou a destruição de provas, de modo a dificultar o normal transcurso da instrução criminal", afirmou Raquel Dodge.

Pezão está preso na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, desde o dia 29 de novembro, sob a acusação de manter o esquema de recebimento de propina de seu antecessor, Sérgio Cabral. A defesa do governador nega as acusações.

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