17/02/2019 12:47

Witzel anuncia corte de gastos de 30% nas secretarias

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O futuro governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou a empresários reunidos na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que seu governo está comprometido com a redução da carga tributária e com o corte de gastos para reequilibrar as contas estaduais. Disse ter ordenado a todas as pastas que reduzam despesas na ordem de 30% e que, em janeiro, sua equipe se reunirá com especialistas da Fundação Getulio Vargas (FGV) e Firjan para elaborar um projeto de combate à sonegação e de diminuição de pagamento de impostos pelas empresas.

— Temos convicção que o país não aguenta mais essa carga elevada. Em janeiro, vamos marcar um fim de semana para trabalharmos num projeto de redução de carga tributária e combate à sonegação. Se não soubermos quem está pagando e quem não está, teremos dificuldade de fazer um planejamento tributário — afirmou o futuro governador.

Ele explicou que será realizada uma força-tarefa, nos primeiros seis meses do ano, para implementar as mudanças. Afirmou também que, para 2020, pretende reduzir a alíquota do ICMS estadual destinada ao Fundo de Combate à Pobreza, que hoje é de 2%.

Com relação ao corte de gastos encomendado às secretarias, afirmou, sem citar quais, que algumas pastas já sinalizaram que os cortes serão ainda maiores que os 30% por ele solicitados:

— Temos de dar o exemplo. E são cortes em lineares em valores, não em cargos.

Também sinalizou que seu governo vai incentivar a formação científica para formar mão de obra especializada que ajude a atrair investimentos para o Estado.

— Eu ia ser engenheiro civil, mas fui cooptado pelo serviço público devido aos maiores salários. O serviço público está retendo as melhores mentes com salários elevados e do outro lado temos escassez de engenheiros e químicos. O Brasil virou um país de burocratas e a questão do meio ambiente é um reflexo. Ficam criando cada vez mais leis para atender ideologia A, B ou C e quem perde é o país. Temos de ter condições de fornecer tecnologia para o mundo e não ser um país de commodities.

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