24/04/2019 11:08

MINC REAGE: "Denúncia é requentada e visa a tirar o foco das acusações contra Bolsonaro"

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Em nota nesta manhã, em resposta à denúncia do criminoso confesso Carlos Miranda, de que recebera propina da Queiroz Galvão, o deputado Carlos Minc afirma que a informação é requentada, fora objeto de matéria da Rede Globo há seis meses, e não tem a menor consistência. Para Minc, a denúncia refeita agora como novidade visa a criminalizar à classe política de modo geral e tirar o foco das graves acusações que pairam sobre a família Bolsonaro. "A única grande licitação da Queiroz Galvão na Secretaria Estadual de Ambiente, as obras de recuperação do complexo lagunar da Barra/Jacarepaguá, foi cancelada por mim por conta de uma suspeita de formação de cartel", afirma. E continua: "Nunca pedi ou recebi nada da Queiroz, não assinei nenhum ato de ofício, não aumentei meu patrimônio. O que fiz foi contrariar seu interesse na licitação cancelada"..

Leia a nota:



A denúncia dada com destaque , contra mim e a Marilene Ramos, hoje no Lauro Jardim é exatamente a mesma que saiu há 6 meses atrás na TV Globo, requentada.
O delator Miranda diz que soube que alguém da Queiroz Galvão, teria dado 300 mil para nós, mas não sabe quando, onde e de que forma. Ouviu dizer.
Na época escrevi uma longa resposta e postei nas redes.
Agora resumo, atualizando.
A única grande licitação da Queiroz Galvão na SEA, as obras de recuperação do complexo lagunar da Barra/Jacarepaguá foi cancelada por mim, no dia seguinte, por conta de uma suspeita de formação de Cartel , com indícios apontados pela revista Época. Apesar de ainda não haver provas, e da importância da obra, não exitei em cancelar a licitação e enviar no mesmo dia o processo ao MP e ao CADE. Posteriormente foi relançado o edital, mas a Queiroz contestou e houve guerra judicial.
A obra de dragagem do canal do Cunha não foi licitada pela SEA, mas sim por uma fundação ligada à UFRJ. Esta acompanhou cada passo da obra, através do Conselho Universitário, incluindo o tratamento de esgoto da Ilha do Fundão e a construção da ponte do Saber. Quando esta obra foi licitada eu estava à frente do Ministério do Meio Ambiente, apreendendo Boi Pirata na Amazônia e tratando do Acordo do Clima , na Índia e em Copenhagen.
Nunca pedi ou recebi nada da Queiróz, não assinei nenhum ato de ofício, não aumentei meu patrimônio.
O que fiz foi contrariar seu interesse na licitação cancelada .
Na denúncia que o MPF fez contra a cúpula da ALERJ, Picciani e Paulo Melo, eu sou citado 3 vezes, todas como argumento para a acusação do MPF: denúncias antigas que fiz, fundamentadas, contra o lobby da FETRANSPORT. E claro, voramos junto com apenas outros 18 deputados pala manutenção da decisão do TRF2. O que também gerou revolta do grupo dos acusados, de que Miranda faz parte.
Assim que esta denúncia requentada, de 6 meses atrás no JN, infundada, de ouvir dizer, sai hoje com destaque sem qualquer fato novo. Na delação premiada de Miranda ele cita centenas de pessoas com páginas e detalhes de cada um. Nesta são 5 linhas de ouvi dizer. E há pelos menos 2 razões para esta turma ter raiva de mim: cancelei a única grande licitação do grupo, e votei pela manutenção da decisão da Justiça no caso da cúpula corrupta da ALERJ. Votei também contra as contas do Pezão e a favor de todas as iniciativas e resistência da Oposição .
A criminalização da política mistura todos com intuitos perversos. Também para tirar o foco de denúncias envolvendo os Bolsonaros. Qual o objetivo de requentar, sem qualquer fato novo, uma denúncia vazia de 6 meses atrás, justo no momento que a família Bolsonaro está nas cordas, sem conseguir se explicar?
Apesar da calúnia e da injustiça não baixaremos a cabeça e seguiremos na resistência cultural e democrática.
Saudações libertárias do Carlos Minc

O operador financeiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), o criminoso confesso Carlos Miranda, acusou o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente , Carlos Minc, de receber propina no esquema organizado por Cabral.De acordo com o colunista Lauro Jardim, do Globo, Minc que também foi secretário do Meio Ambiente de Cabral, é acusado de receber propinas diretamente pagas a ele pela Queiroz Galvão.

Durante seu depoimento, Miranda afirmou que Minc e Marielle Ramos, ex-diretora do BNDES, 'receberam R$ 300 mil' em propinas. O delator também afirmou desconhecer o 'quanto ficou para cada um'.

Os pagamentos seriam 'em razão de obra no Canal do Cunha'. Ainda de acordo com Carlos Miranda, o dinheiro pago a Minc e Marielle foi 'posteriormente abatido do valor devido pela Queiroz Galvão a Cabral'.

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