21/07/2019 15:53

Generais querem esclarecer morte de Marielle até o fim da intervenção

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Os generais da cúpula da Segurança Pública decidiram colocar pressão máxima nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco com o objetivo de esclarecer finalmente o crime até o final deste mês, quando termina a intervenção federal. A idéia é deixar a elucidação da morte da vereadora um dos principais resultados do trabalho dos militares interventores. Prevalece entre os dirigentes da Secretaria de Segurança a convicção de que o não esclarecimento do crime ofusca todo o bom trabalho realizado neste período. Várias ações estão programadas para os próximos dias. Hoje, foi realizada busca e apreensão na casa do vereador Marcelo Siciliano – citado em delaçao como envolvido. Ontem, foram realizadas prisões de integrantes de uma quadrilha especializada em clonagem de veículos, também com suposta participação no crime.
Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) fizeram buscas no apartamento do vereador Marcello Siciliano (PHS), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira. A informação foi confirmada pelo delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, titular da especializada. O gabinete de Siciliano — citado em delação como envolvido nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes — na Câmara dos Vereadores também foi alvo de buscas e apreensão. De acordo com assessoria da Casa, a sala está lacrada.
O secretário de Segurança Pública do Rio, Richard Nunes, disse que as buscas na casa de Siciliano têm relação com um inquérito da DPMA por construção irregular. Ainda de acordo com ele, essa investigação está relacionada a inquéritos paralelos do caso Marielle.
O vereador não foi encontrado em casa, mas chegou à Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte, por volta das 10h30m.
— Eu, sinceramente, não sei o que está acontecendo. Fui pego de surpresa. Estou aqui para tomar conhecimento. Estou revoltado com isso tudo e continuo indignado com essa acusação maligna que fizeram a meu respeito (sobre a delação) — disse Siciliano.
“Estou revoltado com isso tudo e continuo indignado com essa acusação maligna que fizeram a meu respeito”
O vereador afirmou também que confia na Justiça e que está se colocando à disposição da polícia:

— Na primeira vez que me acusaram, estive na delegacia. E agora novamente estou aqui à disposição para o que for preciso. Tenho certeza de que no final disso tudo eles vão ver que foi uma baita covardia que tentaram fazer comigo. Eu quero que isso se resolva, pois a minha família está sofrendo e tenho certeza que a família da Marielle não merece isso, merece a verdade. E, eu acho que é a verdade que tem que vir à tona.

A mulher de Siciliano, Verônica Garrido, chegou de táxi à Cidade da Polícia. Ele deixou o edifício na Barra no mesmo momento que as equipes da DPMA.

— A busca foi feita na casa dela, então ela veio na qualidade de testemunha — disse o delegado Antônio Ricardo, que não deu mais detalhes sobre as buscas alegando que o caso é sigiloso.

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