21/07/2019 16:25

Câmara de Niterói rejeita impeachment de Rodrigo Neves

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Em clima tenso, os vereadores de Niterói rejeitaram na noite desta quarta-feira, por maioria de votos, instalar uma comissão processante que poderia cassar o mandato do prefeito Rodrigo Neves, preso na última segunda-feira na Operação Alameda, um desdobramento da Lava Jato no Rio.A sessão, marcada por tumulto e a presença de policiais militares, chamados para reforçar o policiamento, foi realizada para analisar três pedidos de impeachment protocolados na Casa depois da prisão do prefeito da cidade.

Dos 21 vereadores da Casa, 16 estavam presentes. Leandro Portugal (PV), Renatinho da Oficina (PTB) e Betinho (Solidariedade) faltaram. O vereador Paulo Roberto Mattos Bagueira Leal está afastado da Câmera para exercer interinamente o cargo de prefeito da cidade.

Rodrigo Neves é acusado pela delator Marcelo Traça de ter envolvimento com a cobrança de propinas das empresas de ônibus em valor de cerca de R$ 10 milhões entre 2014 e 2018.


A Operação Alameda que prendeu Rodrigo Neves, foi baseada em delação do ex-dirigente da Fetranspor Marcelo Traça. Além do prefeito, de Traça, os policiais ainda cumpriram outros três mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Traça também foi denunciado pelo MP. Os cinco vão responder por peculato e corrupção ativa e passiva.

Marcada para as 17h, a sessão começou com 35 minutos de atraso, depois de uma reunião tensa dos vereadores com o atual presidente da Câmara, o vereador Milton Carlos Lopes (PP). Se os pedidos forem admitidos pelos parlamentares, será instituída uma comissão processante para analisar as denúncias, com amplo direito de defesa. O resultado da comissão ainda precisa ser aprovada pelo plenário.


Dos 21 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Niterói, apenas quatro fazem oposição ao prefeito preso.

O primeiro pedido de impeachment foi feito por um grupo de advogados que se autodenominam "Advogados da Liberdade". O outro é do Movimento Brasil Livre (MBL) de Niterói. Um terceiro pedido foi protocolado nesta quarta-feira pelo PSOL. Nos três casos, eles pediam o impedimento de Rodrigo Neves por improbidades administrativas.

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