16/02/2019 15:05

Movimentos fazem aumentar a suspeição de que salários eram devolvidos

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A varredura do Coaf nas transações suspeitas de funcionários da Alerj identificou movimentos sincronizados de depósito e saque em dias subsequentes à data de pagamento dos servidos. A coincidência fez aumentar a suspeição de que parte dos salários era devolvida e centralizada numa conta - no caso de Queiroz - de pessoa de confiança do parlamentar.

Segundo a coluna Radar, de Veja , ao longo de 2016, a maior parte dos depósitos em dinheiro na conta do então motorista do deputado Flávio Bolsonaro foi feita logo depois de a Assembleia Legislativa do Rio efetuar o pagamento de seus funcionários.Em maio, por exemplo, os salários foram pagos pela Alerj no dia 11, data em que houve três depósitos em favor de Fabrício de Queiroz, o assessor que movimentou 1,2 milhão durante um ano.
Dos cinco créditos em espécie registrados na conta do motorista em junho, quatro ocorreram nos dias 14 (quando a Alerj quitou os salários) e 15.

As coincidências entre datas de pagamento e de depósitos reforçam a suspeita de que uma parcela dos salários de funcionários do gabinete do parlamentar ia parar na conta de Queiroz.

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