22/11/2019 17:27

PRESO MAIS UMA VEZ POR ACUSAÇÕES INCONSISTENTES, GAROTINHO DESABAFA: "ESTOU SENDO PERSEGUIDO".

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Em entrevista após ser preso nesta quarta-feira (30), o ex-governador Anthony Garotinho afirmou que está sendo perseguido politicamente e que a decisão que suspendeu seu habeas corpus e o da ex-governadora Rosinha Matheus não se sustenta. É a quinta vez que Garotinho é preso, e a terceira de Rosinha.

“Olha, eu preciso saber quando essa perseguição vai terminar. Porque este ato, essa decisão tomada ontem [terça], é completamente desprovida de qualquer fundamento”, afirmou o ex-governador na sede da Polícia Interestadual (Polinter), na Zona Norte do Rio.

Garotinho e sua mulher, Rosinha Matheus – também ex-governadora do Rio – foram presos às 6h30. Eles estavam em casa, no Flamengo, na Zona Sul do Rio.


A última vez que o casal havia sido preso foi em setembro deste ano. Garotinho e Rosinha foram acusados de participação em um esquema de superfaturamento em contratos celebrados entre o município de Campos, onde ambos foram prefeitos, e a construtora Odebrecht, investigada na Lava Jato. Um dia depois, os dois foram soltos após um habeas corpus deferido pelo juiz Siro Darlan, no Plantão Judiciário.

Nesta terça, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça derrubou a liminar, por 2 votos a 1, e expediu um novo alvará de prisão preventiva.

O ex-governador disse que não há provas de coação a testemunhas, afirmou que o processo é de 2013 e que agora surgiu uma testemunha se dizendo ameaçada.


“Foi oferecido a ela o programa de proteção à testemunha e ela recusou. Agora ela volta ao Ministério Público e acusa que eu a estaria ameaçando. Que um carro passou perto dela em Campos, uma pessoa abaixou o vidro e disse: ‘olha, cuidado com o que você vai falar dele, com o que você vai falar do nosso líder, porque senão você pode morrer’. Essa é a declaração que fundamenta o voto divergente do relator, que foi favorável a mim", destacou Garotinho.

O casal saiu da Polinter e foi encaminhado para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. Depois, deve ir para o presídio de Benfica, porta de entrada do sistema penitenciário do estado.


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