24/04/2019 11:03

Roberto Jefferson é réu por formação de quadrilha no MT

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A juíza federal substituta Pollyanna Kelly, da 12ª Vara Federal de Brasília, aceitou nesta segunda-feira denúncia movida pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a existência de uma organização criminosa no Ministério do Trabalho , descoberta na Operação Registro Espúrio , e tornou réus o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e outros 19 acusados de envolvimento no caso, dentre eles o ex-ministro Helton Yomura (PTB) e o ex-secretário-executivo do ministério Leonardo Arantes , sobrinho do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

Em seu despacho, a juíza apontou que há indícios suficientes para abertura da ação penal e que as condutas dos envolvidos estão demonstradas por meio de 154 documentos anexados aos autos. Determinou, em seguida, a intimação dos réus para que apresentem defesa — depois, serão marcadas as audiências para instrução do processo.

A juíza aponta na sua decisão que os acusados integravam uma organização montada “com a finalidade de praticar crimes no interesse próprio e alheio, notadamente relativos à garantia de registros sindicais pela Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho”.

Roberto Jefferson, que já havia sido condenado a 7 anos de prisão no mensalão sob acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, agora volta a ser alvo de uma ação penal — a suspeita é que ele usava sua influência política junto ao Ministério do Trabalho para o cometimento de crimes envolvendo registros sindicais.

Tornaram-se réus sob suspeita de integrar o núcleo administrativo da organização criminosa o grupo de funcionários e ex-funcionários públicos formado por Carlos Cavalcante de Lacerda, Renato Araújo Júnior, Leonardo Cabral Dias, Jéssica Mattos Rosetti Capeletti, Renata Frias Pimentel, Maurício Moreira da Costa Júnior, Luís Carlos Silva Barbosa, Leonardo José Arantes, Rogério Papalardo Arantes, João Bertolino de Oliveira Neto, Júlio de Souza Bernardes e Adriano José Lima Bernardo.

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