24/04/2019 11:04

Secretário de São Paulo vai comandar finanças do Rio

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O governador eleito Wilson Witzel anunciou mais quatro secretários que vão compor sua administração. Ele convidou o atual secretário de Fazenda de São Paulo, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, para comandar as finanças do Rio de Janeiro. O ex-juiz também confirmou o diretor do Pedro Ernesto, Edmar dos Santos, para a Secretaria de Saúde; a jornalista Fabiana Bentes para a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; e a bióloga Ana Lúcia Santoro para a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade. Fabiana e Ana Lúcia são as primeiras mulheres anunciadas para ocupar pastas no governo. Durante a campanha, o ex-juiz federal chegou a dizer que metade de seu governo seria composto por mulheres.
- O desafio é grande e vou entrar fazer o máximo - disse Fabiana Bentes durante coletiva feita pelo governador eleito para anunciar os novos nomes.

Quando perguntada sobre a política de enfrentamento defendida por Witzel, a futura secretária de Direitos Humanos disse que 'a única coisa que poderá fazer é aconselhar:
- Não estamos numa sociedade que se pode tudo. Acredito na política de segurança dele. Tenho certeza de que não haverá violação dos direitos humanos. A gente entende que enfrentamento nas comunidades é extramente complexo. Não tenho como julgar, preciso que o governador comece suas ações. A única coisa que vou poder é aconselhar, mas quem diz se houve violação ou não é a Justiça.

Nisso, o ex-juiz fez questão de complementar a fala:

- É só não andar de fuzil na rua

A jornalista é vice-presidente dos Conselhos de Esporte e Segurança da Associação Comercial do Rio de Janeiro e presidente da Sou do Esporte. Já Ana Lúcia Santoro é bióloga e mestre e doutora em Ecologia pela UFRJ. Atuou na Fundação Rio-Águas, na Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente do Rio. Ela também é pesquisadora do Laboratório de Biogeoquímica e professora da UFRJ.


O futuro secretário da Fazenda e Planejamento do Rio, Luiz Cláudio Rodrigues Carvalho, afirmou que pretende fazer uma gestão técnica para alcançar o reequilíbrio fiscal do estado. Funcionário público de carreira, concursado, Carvalho disse que levará para o governo do Rio programas que deram certo em São Paulo, como o Nos Conformes, que conseguiu gerar aumento de mais de R$ 500 milhões em receita em seis meses com a simplificação de normas tributárias e com modelos de facilitação de pagamento aos bons contribuintes.

Qual a prioridade estabelecida pelo novo governador?

É adotar uma série de medidas para reverter o quadro de crise fiscal do estado. Precisamos fortalecer a receita de impostos, analisar as transferências da União e também estudar criteriosamente o gasto público. É uma agenda não só do Rio, mas do Brasil inteiro.

Qual alternativa para aumentar a arrecadação em curto prazo?

Temos de melhorar o ambiente de negócios e a forma de pagar imposto tem de ser mais simples. São Paulo tem uma agenda de simplificação da tributação e das normas que vamos levar para o Rio. A ideia é ser menos punitivo, orientar mais e facilitar a vida do bom contribuinte. O Programa Nos Conformes gerou em seis meses aumento da arrecadação superior a R$ 500 milhões. É possível aumentar a arrecadação sem aumentar a carga tributária.

O Rio vai permanecer no regime de recuperação fiscal?

Ainda não me aprofundei em questões especificas. Essa é um tema complexo que envolve o que foi acordado pelos governos que se encerram.

O senhor pretende manter a privatização da Cedae?

Não conheço a situação da empresa, mas posso dizer com tranquilidade que não tenho posição ideológica contrária à privatização. Conduzi a privatização da Companhia Energética de São Paulo, a Cesp, entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
Haverá mudanças nas isenções fiscais?

Elas nasceram num ambiente de guerra fiscal e é preciso revisar e analisar a eficácia. O que precisamos fazer é gerar emprego e renda.


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