24/04/2019 11:10

PSL decide apoiar Márcio Pacheco para presidência da Alerj

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Partido com mais deputados estaduais da próxima legislatura, com 13 parlamentares, o PSL de Jair Bolsonaro decidiu nesta quarta-feira apoiar Márcio Pacheco (PSC) para a presidência da Assembleia Legislativa (Alerj). A legenda chegou a ensaiar uma candidatura própria, mas por orientação de Flávio Bolsonaro, presidente do PSL no estado, acabou optando pelo apoio a Pacheco, que integra o PSC do governador eleito do Rio, Wilson Witzel. A informação é Paulo Cappelli, de O Globo.

- A recomendação foi feita pelo nosso presidente, Flávio Bolsonaro, e bem recebida por todos da bancada, sem nenhum problema. Agora é somar esforços para derrotar o PT, que vai tentar permanecer no poder - disse Rodrigo Amorim (PSL).

Segundo o deputado eleito, o partido começará já na quinta-feira a buscar apoios na Alerj para a criação de um bloco de direita e centro-direta.
Antes do apoio a Pacheco, o PSL chegou a conversar com André Corrêa (DEM), que acabou sendo preso no dia 8 de novembro na operação Furna da Onça, da Polícia Federal . Logo após a prisão, no início temporária e depois convertida para preventiva, Flávio Bolsonaro descartou qualquer possibilidade de apoio a Corrêa, que mesmo assim afirmou continuar no páreo .

Um dia após a prisão de dez deputados na operação da PF, Flávio Bolsonaro disse que iria apoiar a candidatura de parlamentar que não tenha votado a favor das contas do governador Luiz Fernando Pezão (MDB). Além de Márcio Pacheco, os nomes mais cotados eram Tia Ju (PRB) e Bruno Dauaire (PRP). A prestação de contas de Pezão referente ao ano passado foi aprovada por 39 a 19, em sessão extraordinária ocorrida em 28 de junho. Pacheco e Dauaire foram contra. Tia Ju, atual líder do PRB na Casa, não votou. Os três deputados foram reeleitos no último pleito.

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