15/46/2018 20:11

Em meio à montagem de seu secretariado, o governador eleito Wilson Witzel (PSC) já enfrenta uma crise na própria base. O PSL do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro, partido que, em tese, será seu principal aliado na próxima legislatura da Assembleia Legislativa (Alerj), com 13 integrantes, rachou. O deputado estadual eleito Renato Zaca publicou, em grupos de WhatsApp, pesadas críticas ao ex-juiz federal. “Se ele ( Witzel ) acha que vai ter sempre as portas abertas com o PSL, vou dizer pelo meu gabinete, está muito enganado. (...) Vim candidato na expectativa de uma nova era na política, onde leis são elaboradas para melhorar a vida da população, e não para negociar interesses próprios usando a máquina”. A informação é de Paulo Cappelli e Luis Ernesto Magalhães, de O Globo.

Opinião - Ricardo Bruno

Ricarod Bruno

Os predicados de Ceciliano

Mais do que uma reunião protocolar, na qual via de regra platitudes e salamaleques preenchem a pauta, o encontro entre o governador eleito Wilson Witzel e o presidente da Alerj, André Ceciliano, produziu resultados objetivos alvissareiros. De imediato, contribuiu para que fosse firmado tacitamente um pacto pela governabilidade. . Há também que se registrar uma inevitável consequência colateral : o governador eleito se convenceu do decisivo papel de Ceciliano na construção de maiorias no parlamento. E isto pode ajudá-lo a remover resistências e ampliar as chances de permanecer à frente da Casa no próximo biênio.

Ricardo Bruno entrevista
 

Lopes comprou casa ao lado da mansão de Cabral no PortoBello

Um mês antes do início da contagem regressiva para o seu desaparecimento, a “República de Mangaratiba” recebeu o último “sócio”. As investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o suposto enriquecimento ilícito de Cláudio Lopes, ex-procurador-geral de Justiça do Estado que se encontra preso desde o dia 8 , revelaram que ele comprou, em maio de 2016, um imóvel no Condomínio Portobello, vizinho à mansão do então governador Sergio Cabral.

Justiça Federal mantém presos deputados da Furna da Onça

O desembargador Abel Gomes, relator da operação Furna da Onça, prorrogou em caráter preventivo a prisão dos deputados estaduais envolvidos no chamada “Propinolândia” da Alerj. Eles estavam presos temporariamente e o prazo se esgotou no primeiro minuto de hoje. Continuam detidos 14 investigados na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio deflagrada no último dia 8. A ação prendeu 22 pessoas na investigação do 'mensalinho' da Alerj.

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    O governador eleito do Rio de Janeiro Wilson Witzel anunciou nesta terça-feira (13) sete novos secretários para o governo entre 2019 e 2022. Como prometido durante a campanha, o governador vai acabar com a Secretaria de Segurança. As polícias Civil e Militar ganham status de secretarias.

  • MP pede prisão preventiva dos deputados da "Furna da Onça"

    O Ministério Público Federal (MPF) entrou no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) com pedido de prisão preventiva de 15 investigados na Operação Furna da Onça, deflagrada no última quinta-feira. O pedido do órgão abrangeu todos os dez deputados presos e se pautou pela necessidade de preservar a aplicação da lei penal. Os promotores suspeitam de um possível vazamento e as prisões garantiriam a preservação da ordem pública, considerando os graves crimes praticados e as tentativas de destruir provas. A Corte tem até 0h para decidir se aceita o pedido. Em caso negativo, os parlamentares poderão ser soltos.

  • Abrahão nomeou amante para cargo de comisssão

    A investigação da Operação Furna da Onça, que prendeu dez deputados estaduais acusados de integrar um esquema de compra de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na última quinta-feira, aponta que o deputado estadual reeleito Marcos Abrahão (Avante) nomeou sua amante para um cargo de comissão na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), vinculada à Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia do Rio. O nome da amante não foi divulgado na petição do Ministério Público Federal (MPF).